O Rock no Brasil
A história do rock brasileiro é bem emblemática. Já nos anos 1950 os acordes tocados por Elvis ecoaram por aqui, em iniciativas ainda meio tímidas, mas com certeza consideráveis. Os anos de ditadura no país serviram para criar novos outros estilos musicais, que se desenvolveram em afinidade ao regime ou mesmo em contraposição a ele. Os integrantes da jovem guarda, por exemplo, faziam o que podemos chamar de um rockzinho pra papai ver. Com letras leves e que tratavam dos “conflitos” da juventude da classe média e alta, chegou rapidinho ao gosto popular. E um reflexo disso pode ser o status que o “rei” Roberto Carlos tem hoje. Não podemos desmerecer o talento do Roberto Carlos, é claro. A Jovem Guarda foi um movimento que colocou em voga não só um estilo musical, mas um estilo de roupas. Foi o momento da criação de uma demanda para uma nova faixa etária: a juventude. Fazendo o balanço com a Jovem Guarda está o Tropicalismo e os músicos com engajamento político. A tropicália cantava o que é ser brasileiro, as nossas raízes, nossas misturas culturais. Já cantores como Chico Buarque preferiam fazer letras críticas, engajadas, e com uma malemolência admirável driblava a censura. Talvez sobre o rock deste período possamos chamar a atenção para a iniciativa dos Mutantes, que misturavam as guitarras a uma psicodelia, aproximando-se do Beatles. É nos anos 1980, com a abertura política e com a liberdade de se tratar de qualquer assunto, que o rock encontra terreno para se lançar. Blitz, Kid Abelha, Titãs, legião Urbana, Barão Vermelho e mais muitas outras bandas ascenderam na década de 80, tratando de tudo e de nada, consolidaram o rock como um estilo também brasileiro. E venham ver!

